Eu não sei quem te perdeu
A sorrir vemos as cores do nascer do sol, mas quando choramos vemos a tempestade que vem atrás do trovão da dor. Uma saudade de momentos pacíficos, de calma e suavidade de toques, de sensibilidade, de suavidade…
Um tempo passado, que moveu os ponteiros da bússola para outros reinos, para outro movimento de retirada…em que novas sensações nascem, em que novos conceitos se formam…em cruzadas linhas de vida, de pulsações, de batimentos que se perdem no olhar.
Num azul, num verde, num castanho de olhar, se escrevem momentos de ternura, a todos que amam e temem o sopro da dor, que acordam e dão voz há música do som….
Momentos que marcam a vergonha com risos, com aquelas gargalhadas de idiotice mas que sabem como aquele doce preferido que só comemos em dias de festa… Quebra-se o olhar, com o beijo, com o desembaraço, com algo que surge, que se desenha em segundos, mas que certamente marcam e fazem recordar o olhar, o jeito e todas as palavras, e textos escritos só no instante de cruzar o olhar.
Perdido com vento, perdido com sentimento, vão e vêm… as ligações, as recordações e os dias em que a asa do sorriso surgia só de olhar…podem, porém, surgir porque se perdeu, dando como factura a lágrima breve da saudade!
Saudade que machuca a flor de existir…mas sentimento de saber que eu não sei quem mais perdeu…Se o olhar, se o sorriso, se as lágrimas, se tu….se alguém que foi a coragem, a luta, a vontade de dar te todos os dias o sol, o melhor dos dias, o melhor para nada perderes….
Horizonte
10 de Outubro de 09
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