Silêncio
Entrei numa divisão longínqua, cruzei num tango profundo, num sentimento de medo, dancei a melodia do ambiente….Gestos, toques que delgados se iam tornando mais próximos….Não houve palavras, frases, ou conversações que me permitissem dizer te o que me ia na alma… Foram entre elas, olhares, toques, apertos e afastamentos, que descobriam em maré de nevoeiro o que ia acontecendo em ponte cruzada em dois corpos ritmados!
Numa quebra de som, olhamos no profundo do mar, procurava algo que me fizesse saltar no ar e girar como a borboleta, mas teu sorriso quebrou o momento, perdi trilhos, pedras, perdi o mapa que me ancorava ali, naquele cais.
Gerou se um silêncio que conjugava os verbos da saudade, uma quebra de ambiente que fez o pó cair na sala, a musica parar, os pés deslizar e costas voltarem se sem saber a próxima dança! Respirei a fundo, acelerei curvas, cantarolei uma verdade que me quebrava o gelo do medo, a verdade de saber que tuas cruel palavras desmoronavam meu acreditar e sentir!
Leve quero ficar, sem culpa, sem saber que me irá tocar aquela broca de dias longos….Mas voltarás tu a dançar comigo? A encostar a tua palma na minha, e a apertar a minha cintura, como se não existisse outra pista para mostrares teu brio, o teu peito de glórias…. Aguardo o tempo, a aguardo a distância, o completar da minha vontade, da minha saudade, da minha dança, e o quebrar daquele silêncio….
SHALL WE DANCE??!!
Horizonte
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