The End
Faz minutos que minha caminhada chegou ao fim, na amargura do Inverno deixei nevar a saudade que me trazias…. é neste espírito Natalício que me despeço com lágrimas de uma caminhada curta. Surgiu na primavera com as Flores um sentimento adjunto de amargura de momentos repentinos no livro aberto de emoções…trouxe na flor da vida uma vontade, uma esperança de renovação de um pobre batimento desfeito em chuvas de Janeiro.
Sem dúvida que durante um verão, o mar me deixou acreditar que suas ondas me banhariam de algo novo e diferente… Na quietude do amar, acreditei que como um filme a caminhada fosse evoluindo, trazendo me ao sabor a doçura da Bombom a desembrulhar.
O filme avançou, partindo para o cenário da manhã maré que entre o presente e o futuro, olhei um passado recente que se distancia agora de mim…
No meu cofre tento desvendar o que lá estará a acontecer…é uma sopa de condimentos ainda, alguns não dissolvidos….Mas que já me faz febril. Um relógio já adiantado me traz as horas de um sonho não sonhado, não desenhado, não idealizado! Um olhar terno no espelho traz me a lembrança do olhar sorridente da tua pele, a tua juventude de ingenuidade, tua silhueta diferente… um vendaval de vontades que fracassam quando da natureza tua nada sai….
Cansada, deste ritmo alucinante de melhoramentos e retoques num filme, na verdade não vivido mas apenas realizado! O sentimento do sonhar deixa-me desistir desta estrada sem fim…sem calçada, sem pedras para me guiar… O guião não tinha texto, eram apenas folhas…Que ninguém seguiu!
Para ti, atiro as folhas que o vento nosso te leva e que desvenda meu rosto de despedida…Com elas partem os desejos, as vontades, as lembranças…Talvez possas viver sem o guião! Contudo eu não…gosto de deixar marcado o dia, apesar de ser apenas mais um…ele tem sempre algo de importante para me dar e me marcar…Assim vivo a vida, vivida, sentida…Quanto a este filme, fecha os olhos e imagina, em vez de um “To be continued…” um largo sorriso “The End”. Grata porque existiu, desiludida porque quem o vê nada ele transmitiu, nem sentiu.
Gostar de ti, é a frase deste filme, nunca realizado!
Horizonte
8 de Dezembro de 2009
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