Tribunal Provincial de Luanda adia julgamento de 37 acusados de atentado ao PR da República

O Tribunal Provincial de Luanda adiou hoje para 02 de Dezembroo início do julgamento de 37 cidadãos acusados de vários crimes, nomeadamente de tentativa de atentado contra o Presidente da República, alegadamente ocorrido em janeiro último.

A decisão foi comunicada hoje pelo juiz-presidente do Tribunal Provincial de Luanda, João Pedro Fuantoni, dando conta que o adiamento do início do julgamento, previsto para sexta-feira na 14.ª secção, no Benfica, foi feito a pedido dos advogados de defesa neste processo, referente a uma alegada tentativa de assalto à mão armada ao Palácio Presidencial e outras instituições públicas da capital.

Os suspeitos, 35 detidos e dois foragidos, são acusados de associação de malfeitores, atentado contra o Presidente da República, na forma frustrada, e posse ilegal de arma de fogo.

São, na sua maioria, militares desmobilizados das Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA), braço militar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), durante a guerra civil, que terminou em 2002.

“Depois do julgamento tudo ficará claro, se tinha ou não fins políticos”, disse o juiz-presidente João Pedro Fuantoni, em declarações à rádio pública angolana.

Alguma imprensa privada relatou em fevereiro uma suposta tentativa de assalto ao Palácio Presidencial por parte de antigos militares, sem adiantar mais pormenores, e o caso não tinha sido novamente abordado até agora.

De acordo com o Ministério Público angolano, o caso permaneceu em segredo, mesmo após o período instrutório, para “evitar o pânico e especulações desnecessárias entre a população”.

A acusação aponta que à volta de 60 pessoas concentraram-se na noite de 30 de janeiro de 2016 em “locais estratégicos” nas imediações da Cidade Alta e do Largo 1.º de Maio, em Luanda. O objetivo seria o assalto armado ao Palácio Presidencial e “tomar as instalações” da Televisão Pública de Angola e da Rádio Nacional de Angola, na madrugada de 31 de janeiro.

Estas alegadas intenções terão sido frustradas pela Polícia Nacional que apreenderam, refere o processo, armas de fogo, incluindo metralhadoras AKM.

 

Fonte: Sapo/Lusa

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